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by PORTO ALEGRE CIA DE DANÇA

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OS REPÓRTERES DAS CIDADES

Querido Mark,

Também sentimos muito a falta daqueles momentos mágicos que criaram “Olhos” e motivaram tantas pessoas nos bastidores. A abundância criativa rendeu um belo DVD do espetáculo, um Clip e farto material comercial e de divulgação, um Blog para integrar a comunicação e fazer convergir o trabalho de tantas áreas distintas (do planejamento e gestão dos recursos até a obra de arte e seus desdobramentos). Uma experiência direta com o mundo da reciclagem e a forma como vivemos acabou por inspirar e trazer grande profundidade e riqueza na concepção da obra, cenário e figurinos. Por fim um livro, Porto Alegre Cia de Dança – Primeiro Ato, que superou o escopo inicial de contextualizar a Companhia. Transformou-se  numa referência acerca da cultura e da arte,  que tem Porto Alegre como ponto focal, mas  expande suas fronteiras geográficas para fincar bandeira num mundo abstrato, criado por pessoas que vislumbram na modernidade a forma de superar os limites da tradição, considerando sempre suas raízes, mas dizendo não ao conformismo.

A Porto Alegre Cia de Dança já nasceu adulta, pois reconhece a complexidade de criar o novo onde não há referências. Busca caminhos inexplorados através da integração de profissionais que doam seus conhecimentos e horas vagas para estarem em contato com a magia da criação coletiva e libertarem seu lado criança fazendo, nesse clima lúdico, com que a Companhia dê seus primeiros passos, brincando de descobrir caminhos e vendo o mundo como um infinito mar de possibilidades. Mais do que ter esperanças, estamos fabricando nosso futuro em um estado de celebração!

Inspirado na magia do primeiro semestre de 2008, quando o processo criativo teve início, nosso amigo e colega Luís Augusto Fischer escreveu um texto, apresentando Porto Alegre, dando início a esta aproximação que estamos chamando – Conexões. Agora, lendo as duas apresentações, me ocorre que Wuppertal e Porto Alegre talvez sejam mais próximas do que pareciam, lugares improváveis para a dança. Mas todos sabemos que o impossível pode ser simplesmente o possível ainda não realizado.

Nosso coração aponta a direção e os acontecimentos vão nos realimentando e definindo o melhor percurso. Grandes novidades estão a caminho, enquanto nos deliciamos com estes dois grandes artistas brincando de repórteres para a Companhia da cidade.

A saudade aqui também é grande.

Até breve,

Renato

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Connections – carta III