{"id":11215,"date":"2016-03-29T20:35:19","date_gmt":"2016-03-29T22:35:19","guid":{"rendered":"http:\/\/poaciadanca.com.br\/?p=11215"},"modified":"2021-09-09T23:47:40","modified_gmt":"2021-09-10T01:47:40","slug":"meu-trabalho-com-mark-luciana-paludo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/poaciadanca.com.br\/en\/2016\/03\/29\/meu-trabalho-com-mark-luciana-paludo\/","title":{"rendered":"Meu trabalho com Mark &#8211; Luciana Paludo"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][section_header use_decoration=&#8221;1&#8243; layout_type=&#8221;section-heading-thin-border&#8221; main_heading=&#8221;Meu trabalho com Mark&#8221; separator_color=&#8221;#c4aa77&#8243;][vc_column_text]<a href=\"http:\/\/poaciadanca.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Lu_Olhos-fechados-no-sol_Cintia-Bracht-pub.jpg\" rel=\"attachment wp-att-11216\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-11216 size-large\" src=\"http:\/\/poaciadanca.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Lu_Olhos-fechados-no-sol_Cintia-Bracht-pub-1024x681.jpg\" alt=\"Lu_Olhos fechados no sol_Cintia Bracht pub\" width=\"1024\" height=\"681\" srcset=\"http:\/\/poaciadanca.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Lu_Olhos-fechados-no-sol_Cintia-Bracht-pub.jpg 1024w, http:\/\/poaciadanca.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Lu_Olhos-fechados-no-sol_Cintia-Bracht-pub-300x200.jpg 300w, http:\/\/poaciadanca.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Lu_Olhos-fechados-no-sol_Cintia-Bracht-pub-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Trabalhei com a <strong>Porto Alegre Cia de Dan\u00e7a<\/strong> em seu primeiro projeto. Isso foi em 2008, na montagem da obra \u201cOlhos fechados no sol\u201d de Mark Sieczkarek. Para al\u00e9m da experi\u00eancia com o grupo, o que mais carrego comigo at\u00e9 hoje \u00e9 o processo, o trabalho com o Mark. Lembro que, ao deixar a companhia, quando voltei para a cena dan\u00e7ando um de meus trabalhos, pude \u2018ver os meus bra\u00e7os\u2019. Ent\u00e3o, comecei a pensar no qu\u00e3o educativo havia sido aquele processo de montagem coreogr\u00e1fica \u2013 e, generalizando, no qu\u00e3o educativo \u00e9 um processo de montagem coreogr\u00e1fica. Pensei tamb\u00e9m que os bailarinos que viriam a trabalhar sob a orienta\u00e7\u00e3o da T\u00e2nia poderiam ter um lugar de experi\u00eancia; de refinamento do movimento; de expans\u00e3o de repert\u00f3rio corporal e, sim, do exerc\u00edcio que \u00e9 conviver e atuar em um grupo.<\/p>\n<p>Anos depois, Carolina, uma de minhas filhas veio a fazer parte do elenco; percebi o seu amadurecimento art\u00edstico; o peso do seu movimento em cena. Mais uma vez era uma obra do Mark Sieczkarek, \u201cEu estive aqui\u201d. Tive a mesma sensa\u00e7\u00e3o, qual seja, do processo de forma\u00e7\u00e3o implicado na remontagem coreogr\u00e1fica. De como \u201cdan\u00e7ar um repert\u00f3rio\u201d requer, sim, a inven\u00e7\u00e3o de um corpo \u2013 e isso \u00e9 tarefa do core\u00f3grafo. Na aus\u00eancia desse, do diretor \/ repositor; sim, mas, tamb\u00e9m (ou, antes de tudo) \u00e9 o pr\u00f3prio bailarino que se disp\u00f5e a estar ali \u2018ser daquela forma\u2019, dialogando com as demandas da obra. Carolina foi embora para Essen na Alemanha cursar a Folkwang, em 2014. Nesse mesmo ano, Gabriela, minha outra filha, iniciou como parte do elenco da companhia, na obra \u201cEu estive aqui\u201d. \u00c9 interessante \u2013 e curioso &#8211; ver passar essas dan\u00e7as pelos corpos dan\u00e7antes aqui de casa.<\/p>\n<p>Agora irei assistir novamente a \u201cEu estive aqui\u201d, com a Gabriela em cena, na pr\u00f3xima temporada, 02 e 03 de abril de 2016, no Theatro S\u00e3o Pedro. J\u00e1 vi tantas vezes que j\u00e1 sei dan\u00e7ar! Mas, sempre me surpreendo: coreografia bonita, inteligente; figurinos, cen\u00e1rios e m\u00fasica que fazem parte da po\u00e9tica do trabalho, t\u00e3o bem composto. Esses elementos todos, pensados pelo core\u00f3grafo e materializados pelo grupo. H\u00e1 de se olhar neste momento para os esfor\u00e7os de todos: da diretora art\u00edstica que \u00e9 ex\u00edmia bailarina e est\u00e1 em cena; do elenco de bailarinos; dos bailarinos que auxiliam na produ\u00e7\u00e3o. Enfim, produzir dan\u00e7a de maneira independente no Brasil nunca foi tarefa f\u00e1cil, mas, tamb\u00e9m, sempre foi poss\u00edvel. Trabalho? Sim, muito.<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 isso. O que espero \u00e9 que este modelo de companhia possa prosperar, uma vez que pode gerar mercado de trabalho aos trabalhadores da dan\u00e7a. Penso nisso num sentimento de pertencimento a essa classe e dos anos que venho \u2018peleando\u2019 (como se diz aqui no RS), em v\u00e1rios lugares do Estado para implementar a ideia da dan\u00e7a como profiss\u00e3o e trabalho. Na minha l\u00f3gica \u2013 e tamb\u00e9m como professora de Produ\u00e7\u00e3o C\u00eanica no Curso de Dan\u00e7a da UFRGS -, o que considero importante \u00e9 a diversidade de modelos de funcionamento da dan\u00e7a na sociedade: de escolas livres a academias de dan\u00e7a; de companhias subsidiadas pelo poder p\u00fablico a companhias independentes; de artistas independentes que dan\u00e7am, produzem e vendem suas produ\u00e7\u00f5es aos que se re\u00fanem em coletivos, para viabilizar os trabalhos e dividir custos e [pequenos] lucros. Nessa l\u00f3gica, o que desejo \u00e9 VIDA LONGA a toda essa gente! Para a Porto Alegre Cia de Dan\u00e7a, que sejam os primeiros 8 anos e que venham os pr\u00f3ximos!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Luciana Paludo<\/strong><\/p>\n<h6><strong>Luciana Paludo<\/strong> &#8211; Bailarina, core\u00f3grafa e professora de dan\u00e7a.<\/h6>\n<h6>* Cr\u00e9dito da fotografia: C\u00edntia Bracht<\/h6>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][section_header use_decoration=&#8221;1&#8243; layout_type=&#8221;section-heading-thin-border&#8221; main_heading=&#8221;Meu trabalho com Mark&#8221; separator_color=&#8221;#c4aa77&#8243;][vc_column_text] Trabalhei com a Porto Alegre Cia de Dan\u00e7a em seu primeiro projeto. Isso foi em 2008, na montagem da obra \u201cOlhos fechados no sol\u201d de Mark Sieczkarek. 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